A Inversão da Postura em Relação à Narrativa Bíblica

Nota: O texto a seguir desenvolve uma crítica à uma linha atual de interpretação bíblica na qual o autor constrói tal crítica a partir de uma análise oferecida pelo teólogo Hans Frei. Enquanto Frei utilizou o termo “narrativa” como forma literária de textos narrativos das Escrituras, eu tomo a liberdade de usar “narrativa” nesse texto como referência à “meta-narrativa” bíblica, isto é, uma referência à história como um todo relatada nas Escrituras. Um agradecimento especial ao Dr. Alexandre Vieira por vários insights que me ajudaram a refletir mais sobre o texto como ele se encontra aqui.


Em um dos livros mais conhecidos entre “clássicos” da teologia contemporânea, Hans Frei observou um reversal of fit—literalmente, “inversão da disposição” ou “postura”— na interpretação da narrativa bíblica (The Eclipse of Biblical Narrative, 1-244). Segundo Frei, houve uma mudança na disposição do intérprete bíblico em relação ao texto das Escrituras, e isso traria grandes implicações para a maneira de entender e fazer teologia.

Mas, o que Frei quis dizer com essa inversão na postura do intérprete diante do texto bíblico? Esse texto tratará brevemente de elementos essenciais para entendermos o que esse reversal of fit significa, e qual a importância para nós ainda nos dias de hoje.

Relação entre Narrativa Bíblica e Acontecimentos Históricos

Um aspecto essencial para entender todo o livro escrito por Frei e a situação observada por ele é a relação entre o mundo da narrativa bíblica e os acontecimentos históricos do mundo em que vivemos. Conforme Frei, quando o intérprete bíblico adere a um determinado entendimento a respeito dessa relação, este estará aderindo a uma postura diante do texto das Escrituras.

Uma postura identificada por Frei se refere à disposição que pode ser chamada de “tradicional” ou “pré-moderna.” Nesta postura, o intérprete bíblico entende a relação entre a narrativa bíblica e os acontecimentos históricos priorizando a perspectiva da narrativa bíblica. Em outras palavras, o intérprete buscará ler os acontecimentos históricos do mundo à luz da narrativa bíblica, entendendo tais acontecimentos de acordo com o entendimento bíblico que emerge das Escrituras. Assim, podemos dizer que o intérprete bíblico interpreta os acontecimentos históricos de acordo com o entendimento de mundo que as Escrituras oferecem para ele.

Postura “tradicional” ou “pré-moderna”

Essencialmente, essa postura interpretativa parte da narrativa bíblica em direção aos acontecimentos do mundo, interpretando tais acontecimentos à luz do ensinamento bíblico. Mais importante, essa postura busca “encaixar” (inglês, fit) os acontecimentos históricos no relato ou entendimento que o texto bíblico oferece a respeito do mundo. Por exemplo, isso significaria tentar entender um fenômeno natural (como um ciclone ou terremoto) de acordo com o que a narrativa bíblica nos fala sobre estes eventos. Assim, a tarefa do intérprete bíblico é vista como entender o mundo e os eventos desse mundo à luz do texto bíblico. Isto é, o mundo é entendido de acordo com o entendimento bíblico. A prioridade é dada para o texto. A norma de interpretação é da narrativa bíblica.

Em contraste a essa postura, Frei observa uma nova forma de considerar a relação entre a narrativa bíblica e os acontecimentos históricos do mundo em que vivemos. Eu vou chamar essa postura de “moderna” nesse texto. Nessa postura “moderna,” o entendimento da relação entre as Escrituras e o mundo é exatamente o oposto da postura “pré-moderna” vista acima. Especificamente, o eventos que ocorrem no mundo ou o desenvolvimento histórico da sociedade se tornam o ponto de partida para entender esta relação.

Postura “moderna”

Nota-se uma inversão na interpretação da relação entre a narrativa bíblica e os acontecimentos históricos. A prioridade passa a pertencer para os eventos do mundo em que vivemos. O ponto de partida já não é o texto das Escrituras ou mesmo o entendimento de “mundo” que o texto bíblico nos oferece. Nesta postura, já não é a narrativa bíblica que oferece as normas para entender o mundo e tudo o que acontece nesse mundo, mas sim o mundo que oferece as normas para entender a narrativa bíblica e tudo o que é registrado nessa narrativa.

Em outras palavras, há uma inversão na postura de interpretação da narrativa bíblica. Diferentemente da postura “pré-moderna,” a postura “moderna” parte do entendimento oferecido pelo mundo e busca interpretar o texto das Escrituras à luz desse entendimento. Por consequência, a tarefa do intérprete passa a ser vista como “encaixar” a narrativa bíblica nos acontecimentos ou eventos do mundo. Assim, se estudos modernos a respeito do contexto bíblico demonstra algo que difere do relato bíblico, a leitura da narrativa passa a ser considerada da perspectiva moderna que algo não poderia ter acontecido conforme o relato dos autores bíblicos. Por exemplo, se um estudo histórico moderno conclui que mestres não ensinavam por meio de parábolas, então intérpretes chegarão à conclusão que os autores bíblicos erraram em seus relatos, pois tal relato de parábolas não pode ter sido o que realmente aconteceu nos tempos do Novo Testamento. Em resumo, o “mundo real” passa a ser o mundo formado pelas lentes modernas, as quais passam a “desmistificar” ou descobrir o que é “verdade” ou “real” no relato bíblico. Assim, o relato das narrativas bíblicas passam a ser avaliados ou precisam se encaixar nessa nova perspectiva moderna histórica.

A Chegada do Pós-Modernismo

Hoje, uma inversão diferente tomou o lugar da inversão de postura observada por Frei. Com a chegada do que muitos se referem como a era “pós-moderna,” a ênfase passa a ser dada ainda mais para o leitor e intérprete do texto das Escrituras. Em outras palavras, o indivíduo passa a ocupar o papel central na tarefa de interpretar a narrativa bíblica. O resultado é que se o intérprete defende uma determinada posição teológica, ele interpretará o texto bíblico de uma forma que as Escrituras se “encaixem” com a posição defendida por ele.

Isso pode ser observado por desenvolvimentos observados na história recente da nossa sociedade. Por exemplo, se o desenvolvimento histórico propõe a permissão do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e o intérprete concorda com tal desenvolvimento, então a postura aderida pelo intérprete partirá desse evento histórico para interpretar a narrativa bíblica. O resultado será uma reinterpretação da narrativa bíblica com o objetivo de conciliar tal narrativa com os acontecimentos históricos vistos no mundo, isto é, que a narrativa bíblica apóia tal interpretação e ensino. Textos que contrariam tal postura serão reinterpretadas com o fim de que se “encaixem” com o entendimento oferecido pelo mundo e o desenvolvimento histórico. Assim, a narrativa bíblica é entendida de acordo com o entendimento do mundo. A prioridade é dada para o mundo e os acontecimentos históricos conforme interpretados pelo leitor ou intérprete. A norma de interpretação é o desenvolvimento histórico do mundo em que vivemos.

Implicações

Essa intensificação da inversão na postura moderna com a chegada do pós-modernismo traz muitas implicações para a teologia cristã. A implicação mais óbvia ou fácil de reconhecer é relacionada a interpretações que seguem o exemplo dado acima. Especificamente, tradições cristãs passam a aceitar e ensinar doutrinas que antes da era moderna eram inaceitáveis diante de uma postura cristã de interpretação das Escrituras. Assim, cristãos que assumem essa postura “moderna” passam a interpretar a narrativa bíblica à luz de desenvolvimentos históricos da sociedade e do mundo que vivemos, o que resulta em aceitar casamento entre pessoas do mesmo sexo, ordenação de pessoas que vivem em pecado explícito, ou muitas outras coisas que a postura “pré-moderna” não aceitaria pelo motivo de priorizar a narrativa bíblica em contraste com os eventos históricos do mundo.

No entanto, essa inversão na postura interpretativa tem muitas implicações que são mais difíceis de serem percebidas. Uma dessas é a interpretação racional da escritura de acordo com métodos e categorias científicas ou filosóficas. Dentro desse tipo de interpretação bíblica, um dos exemplos mais conhecidos é o “histórico-crítico,” o qual usa de meios e conhecimentos racionais modernos para interpretar a narrativa bíblica. Nessa mesma linha, a teologia bíblica é reduzida a uma disciplina que precisa ser diferenciada e separada de outras disciplinas de estudo, isto é, precisamos separar teologia de politica, agropecuária, economia, etc. Mas, ainda acho que esses dois erros são facilmente identificados em nossos círculos teológicos como problemáticos. Por isso, não desenvolverei muito esses dois tipos de interpretação moderna das Escrituras.

Reducionismo da Narrativa Bíblica

A implicação mais comum que percebo atualmente dessa inversão de postura na interpretação da narrativa bíblica é o reducionismo da narrativa bíblica. O que seria um “reducionismo da narrativa bíblica”? Uma forma de explicar tal reducionismo é a redução da narrativa bíblica a meramente um aglomerado de informações que servem como prova para aquilo que eu acredito ou defendo como “verdade.” Nesse reducionismo, a interpretação da narrativa bíblica se torna um uso instrumental para dar base de preceitos ou ensinos que o intérprete já defende antes mesmo de estudar ou considerar o texto das Escrituras. Na prática, isso se caracteriza pela postura de um intérprete que já tem a conclusão sobre o ensino de um determinado texto bíblico antes de estudar o texto sob consideração. Por exemplo, um pregador que é encarregado de preparar a homilia (pregação) já tem um pré-conceito do texto dado a ele, e conclui o significado ou ensino desse texto antes de estudar a narrativa do texto em si.

Assim, o reducionismo da narrativa bíblica se dá quando o intérprete bíblico reduz o texto bíblico a esse “pré-conceito” ou entendimento pessoal. A ênfase já não é dada à narrativa bíblica. De fato, a narrativa se torna apenas uma prova daquilo que o intérprete quer ensinar a respeito das Escrituras. Em outras palavras, o intérprete parte do seu conhecimento pessoal sobre a narrativa e faz com que o texto bíblico “se encaixe” nessa pré-concepção que ele defende.

Reducionismo da Narrativa Bíblica

Essencialmente, observa-se que tal reducionismo da narrativa reflete exatamente a inversão da postura na interpretação da narrativa bíblica em relação aos acontecimentos históricos. Nesse caso, o intérprete prioriza o mundo dele acima da narrativa bíblica, e interpreta o texto bíblico à luz do seu entendimento pessoal ao invés de interpretar o seu mundo pessoal à luz da narrativa bíblica.

Isso não quer dizer que existe uma leitura “neutra” da narrativa bíblica. Tal ideia de uma interpretação “racional” ou neutra é uma ilusão. Nos termos usados por James Voelz em What Does This Mean?, todo intérprete da narrativa bíblica possui um “texto secundário” pelo qual ele entende e interpreta o texto das Escrituras. No entanto, isso quer dizer que, de acordo com uma postura “moderna,” o intérprete fará a escolha de priorizar o seu “texto secundário” ao invés de priorizar a narrativa bíblica. Especificamente, no reducionismo da narrativa isso significa que o interprete vai priorizar seu entendimento ao invés de adotar uma postura que busca aprender o significado da narrativa bíblica que a própria narrativa oferece ao leitor/intérprete.

Como ilustração de tal reducionismo, considere um intérprete adepto à postura “moderna” de interpretação da narrativa bíblica em relação ao consumo de carne por cristãos. Sendo a favor do consumo de carne, esse intérprete irá interpretar a narrativa bíblica de acordo com o seu pré-conceito sobre o tema ao invés de considerar a narrativa bíblica em todos os seus aspectos em relação a esse tema. O resultado será, por exemplo, que esse intérprete buscará passagens das Escrituras que apoiam a sua posição teológica ao invés de adotar uma postura que considera a narrativa bíblica como um todo. Mais especificamente, o intérprete “moderno” estará satisfeito em apontar para textos como Gênesis 9 (Deus dá animais como alimento para Noé e sua família após o dilúvio) ou ocasiões onde Jesus comeu carne de peixe como o suficiente para provar que consumir carne não somente é permitido mas a única opção correta de interpretação da narrativa bíblica. No entanto, por mais que este intérprete não esteja essencialmente errado ao afirmar que “não é pecado comer carne,” ele claramente demonstra uma postura moderna que inverte a postura do intérprete em relação ao texto bíblico.

Por quê? Primeiramente, porque este intérprete já havia concluído qual seria o ensino da narrativa bíblica antes mesmo de considerar o ensino da narrativa. Isto faz com que ele trate a narrativa bíblica somente como um aglomerado de informações que apoiam a “verdade” defendida por ele. Da mesma forma, este intérprete reduziu a narrativa bíblica meramente ao que ele “precisava” descobrir a fim de “provar” que o seu entendimento estava correto. Especificamente, ele falha em compreender todo o contexto da narrativa bíblica, na qual Gênesis 9 vem depois de Gênesis 1 (Deus dá árvores frutíferas para o ser humano comer e plantas para os animais comerem), de Gênesis 3 (queda em pecado) e Gênesis 6 (onde Deus se arrepende de ter criado o ser humano diante da maldade que esta criatura demonstrava em relação ao seu Criador e as outras criaturas). Igualmente, este intérprete “moderno” falharia também em reconhecer que a obra de Jesus Cristo não beneficia e traz esperança apenas para seres humanos, mas para toda a criação de Deus que geme diante da pecaminosidade que corrompe toda a ordem criada pelo Criador no início (Romanos 8).

Isto claramente não quer dizer, novamente, que este intérprete está errado em afirmar que Deus permitiu o consumo de carne, ou mesmo que não é pecado comer animais. No entanto, a postura desse intérprete diante da narrativa bíblica demonstra que tal intérprete reflete uma inversão da postura do intérprete bíblico diante do texto das Escrituras. O foco está no mundo do intérprete. A prioridade está no mundo do intérprete, e a narrativa bíblica precisa consequentemente se “encaixar” na pré-concepção do intérprete. Em uma palavra, o texto serve para o uso pessoal do intérprete a fim de provar que ele está certo, não mais para demonstrar uma história sobre o Deus Criador e como ele salvou toda sua criação do pecado trazido pelo ser humano. A narrativa bíblica é reduzida ao que o “eu” do intérprete entende do mundo, e portanto a narrativa precisa se “encaixar” na narrativa pessoal do intérprete ao invés do intérprete se encaixar dentro da narrativa bíblica.

Consequências para a Teologia

O resultado dessa inversão na postura diante da narrativa bíblica é um entendimento “moderno” das Escrituras. Em um dos seus últimos textos, Hans Frei contribui imensamente para nosso entendimento da interpretação bíblica ao escrever:

“O que está em jogo é a correta identificação do agente sob um esquema categórico de interpretação, não a correção ou indispensabilidade do esquema: o significado (meaning) da doutrina é a história ao invés do significado (meaning) da história ser a doutrina.”

Frei, Types of Christian Theology, 126.

O ponto feito por Frei é que a correta postura diante da interpretação da narrativa bíblica apresenta a narrativa como o significado das doutrinas. Em outras palavras, uma correta postura de interpretação das Escrituras apresenta a narrativa bíblica como o sentido ou razão pela qual as doutrinas existem, não o contrário. Isso significa que as doutrinas existem para servir à narrativa bíblica, não o contrário. De fato, a visão da narrativa bíblica como um instrumento para “provar” doutrinas é um entendimento distorcido e problemático das Escrituras. Explicitamente falando, as doutrinas servem a narrativa.

A prioridade de uma interpretação cristã da narrativa bíblica sempre foi e precisa continuar sendo no texto bíblico. Se caímos em uma inversão da postura de interpretação da narrativa bíblica, estaremos reduzindo a narrativa a pré-conceitos ou entendimentos humanos; ou ainda fazendo com que a narrativa bíblica “encaixe” em algum modelo moderno cientifico ou filosófico. Na minha opinião, isso já não é mais um modelo de interpretação cristã, mas sim uma adaptação de princípios modernos para entender a Palavra revelada por Deus e registrada nos livros que compõe as Escrituras.

Proposta de Solução

Precisamos voltar a um modelo “pré-moderno” ou “tradicional” da narrativa bíblica. Isso não significa ficar estagnado em métodos que já não auxiliam a interpretação do texto das Escrituras, ou não ajudam a proclamar a mensagem de Deus em Cristo de uma forma que seja entendida pela sociedade moderna. De forma alguma! No entanto, isso não significa aderir posturas modernas de interpretação do texto bíblico que reduzem a narrativa bíblica a um uso instrumental que favorece meus conceitos pessoais. A narrativa bíblica não existe para comprovar minhas opiniões teológicas.

A solução que proponho é apontar para uma postura em que a narrativa bíblica guia e orienta nossa interpretação dos acontecimentos históricos do mundo hoje. Especificamente, isso significa aderir à uma postura em que a prioridade é dada novamente à narrativa, e a partir da perspectiva da narrativa bíblica interpretar a vida e realidade contemporânea. Na prática, isso significa assumir uma postura de humildade diante da narrativa bíblica, isto é, uma postura na qual o intérprete não conclui o significado da narrativa antes de estudar a narrativa bíblica. Em outras palavras, isso significa pôr o texto das Escrituras acima da minha opinião pessoal. De fato, isso significa ter uma disposição diante da narrativa bíblica que entende o texto bíblico como fonte de ensino, não como “prova” para aquilo que eu acredito ser verdade.

Uma forma mais prática de entender essa solução é enfatizada pelo teólogo Joel Okamoto. Ele argumenta que precisamos retornar ao entendimento da narrativa bíblica como uma “história de tudo” (Story of Everything), não apenas pedaços de informações que dão base para certos dogmas que subscrevemos como igreja. Essa história de tudo considera a narrativa bíblica como um todo, isto é, como a história do Deus Criador e da sua criação. Tal entendimento nos leva a entender que as Escrituras não apresentam apenas provas de doutrinas mas sim uma história de um Deus Criador que criou o Universo, e que diante do pecado do ser humano não mede esforços para redimir e resgatar essa criação para si. Esse Deus manda seu Filho, que se torna uma criatura (isto é, parte da criação) a fim de redimir toda criação e dar a esperança de um futuro onde voltaremos ao estado de pureza que é e descrito em Gênesis 1 e 2. Tal entendimento considera uma história que começa em Genesis 1 e ainda não terminou, mas espera pelo último “episódio” no qual esse Deus Criador criará novos céus e nova terra, restaurando definitivamente toda a sua criação—tanto humanos quanto não-humanos.

Portanto, rogo aos intérpretes que lerem esse texto para que não caiam no erro da inversão da postura diante da narrativa bíblica. Sejam humildes, e permitam que Deus formate a sua teologia e toda a sua vida por meio das Escrituras. Não deixe que a tendência moderna oriente a sua interpretação bíblica, fazendo com que você priorize suas opiniões teológicas acima dos ensinamentos bíblicos. Que Deus dê o Espírito Santo para todos os intérpretes bíblicos que enfrentam o desafio e bênção de interpretar a narrativa bíblica.

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